Controle Universal do ensino dos Espíritos
Estudo retirado da Introdução do Evangelho Segundo o Espiritismo
Estudo retirado da Introdução do Evangelho Segundo o Espiritismo
“Se a doutrina espírita fosse de concepção puramente humana, não ofereceria por penhor senão as luzes daqueles que a houvessem concebido... Se os espíritos que a revelaram se houvessem manisfetado a um só homem, nada lhe garantiria a origem... Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por mais rápido caminho e mais autêntico. Incumbiu os espíritos de levá-la de um pólo a outro, manifestando-se por toda a parte, sem conferir a ninguém o privilégio de lhes ouvir a palavra.” Pag.: 28 ESE
Abriremos aqui um parêntese, para refletirmos sobre o parágrafo acima, relatando os efeitos físicos descritos na época do séc XIX e banidos na época como hereges:
"O Santo Ofício, em agosto de 1856, condenou os fenômenos, tachando de hereges os que os produziam." Trecho: Allan Kardec: pág. 2
"O Santo Ofício, em agosto de 1856, condenou os fenômenos, tachando de hereges os que os produziam." Trecho: Allan Kardec: pág. 2
Também conhecidos como fenômenos das mesas girantes, foram o começo de um conjunto de efeitos, utilizados na época pela espiritualidade, para chamarem a atenção dos incrédulos e descrentes. Esses efeitos foram se promovendo ao longo dos pontos do globo isoladamente. Era necessário antes de tudo, promover o desconforto das pessoas sobre o incompreendido. Mesas Girantes: Mesas
Os efeitos físicos apresentados nesse período (cuja razão sobrepujava qualquer explicação) foram importantes para despontar a curiosidade de muitos estudiosos da época. Entra assim em cena, chamando-se da atenção desses efeitos, um estudioso exímio nos campos do magnetismo, seguidor e aluno de Pestalozzi (um dos maiores educadores da época) e de capacidade e inteligência incontestáveis, chamado Hippolyte Leon Denizard Rivail, mais conhecido como Allan Kardec Allan Kardec
Existe ainda hoje, dentro do movimento espírita atual por aqueles menos compreendidos (e também fora dele) a confusão da codificação da Doutrina Espírita em relação a sua existência. Os efeitos físicos empregados e revelados na época não surgiram e muitos menos foram criados naquele período. A existência espiritual existe de todo o sempre. Aí a confusão no ponto que se convergem entre o inicio da DOUTRINA que revela a inteligência por trás desses fenômenos e nosso codificador Allan Kardec.
Allan Kardec não criou a Doutrina Espírita, ele a codificou. Não é obra somente dele o Pentateuco que se apraz a muitos. Ele foi o instrumento necessário na época (com toda sua análise crítica e de experimentação) responsável por processar a gama de informações que a espiritualidade colocava a disposição, e formular a base da revelação. Sem a profunda intervenção espiritual e claro a dedicação de Allan Kardec, que colocava acima de tudo o crivo da razão para depois a constatação da veracidade, nada teria acontecido.
“São, pois os próprios espíritos que fazem a propagação, com o auxilio dos inúmeros médiuns que, também eles, os Espíritos, vão suscitando de todos os lados. Se tivesse havido um único interprete, por mais favorecido que fosse, o Espiritismo mal seria conhecido. Qualquer que fosse a classe a que pertencesse, tal intérprete houvera sido objeto das prevenções de muita gente e nem todas as nações o teriam aceitado, ao passo que os espíritos se comunicam em todos os pontos da Terra, a todos os povos, a todas as seitas, a todos os partidos, e todos os aceitam. O Espiritismo não tem nacionalidade e não faz parte de nenhum culto existente; nenhuma classe social o impõe, visto que qualquer pessoa pode receber instruções de seus parentes e amigos do além-túmulo. Cumpre seja assim, para que ele possa conduzir todos os homens à fraternidade. Se não se mantivesse em terreno neutro, alimentaria as dissensões, em vez de apaziguá-las”. Pág. 29 ESE
Existe maior prova que a espiritualidade vem, através da codificação do espiritismo trabalhar nos campos da globalidade e da união da família terrena?!...Qual seria o INTUITO de uma só pessoa de uma determinada nação, levar os méritos de tão esplendorosa revelação?...Até onde o orgulho dos corações humanos aceitaria que um apenas a revela-se, e se não fora esse (o orgulho) o motivo que muitos até hoje não aceitam os ensinamentos que cristo veio nos conduzir a 2000 anos atrás, o que faria ele no caso da codificação da doutrina espírita?
“Não é essa porém, a única vantagem que lhe decorre da sua excepcional posição. Ela lhe faculta inatacável garantia contra todos os cismas que pudessem provir, seja da ambição de alguns, seja das contradições de certos espíritos. Tais contradições, não há negar, são um escolho; mas que traz consigo o remédio, ao lado do mal.” Pág 30 ESE
Eis aqui um trecho interessante, que pareceu-me uma leitura de um futuro evidente se não existisse entre os espíritas, o envolvimento e a compreensão, a busca do conhecimento e a profundidade das obras deixadas na codificação de Kardec. O movimento espírita mundial passa hoje por uma bifurcação sem fim. Estamos nos distanciando a cada dia, de sua constatação racional e partindo para os campos irracionais da fé, da mistificação e do cultuismo. Vide complemento: Texto de Hérculano
O que está se tornando o movimento espírita mundial?...Muitos rotulam como O Espiritismo do Sec XXI, movimentos e obras literárias sem fundo doutrinário, da reforma intima, da pratica do bem e da caridade silenciosa. Falanges se promovem de suas exibições toscas voltadas mais para seus orgulhos do que na profundidade da obra de bem. Estudar o Pentateuco nos basta. Seguir a linha do pensamento Kardequiano não é ortodoxia, é dever. Tudo que foge disso é digno de questionamento sobre seu teor.
Sabe-se que os espíritos, em virtude da diferença entre as suas capacidades, longe se acham de estar, individualmente considerados na posse de toda a verdade; quem nem todos é dado penetrar certos mistérios; que o saber de cada um deles é proporcional à sua depuração; que os espíritos vulgares não sabem mais do que muitos homens; que entre eles, como entre estes, há presunçosos que julgam saber o que ignoram; sistemáticos, que tomam por verdades as suas idéias; enfim, que só os espíritos enganadores não escrupulizam em tomar nomes que não vos pertencem, para impingirem suas utopias... Uma só garantia séria existe para o ensino dos espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros, e em vários lugares. Pags 30 e 31 ESE
“Quem não sabe o que procura não entende o que encontra”. Tenhamos o bom senso e questionamento acima de tudo ao seguirmos idéias instauradas, e comunicaçoes sem caráter doutrinário. Kardec por sua grandiosidade científica, deixou obras que foram antes de tudo contestadas, experimentadas, comprovadas e aceitas. Quantos existem hoje, cuja capacidade científica e racionalidade siga mesma experimentação e questionamento profundo?...cuidado ao ler e aceitar verdades relativas. Artigo
2 comentários:
Olá amigos!
Acabei de conhecer este blog e fiquei muito feliz em ver o banner do meu blog 'espírita na net' aqui! Obrigada pela divulgação!
Gostei muito daqui, especialmente o nome me chamou a atenção, pois me lembra a história de Paulo de Tarso, a quem eu muito admiro, e também o livro "Paulo e Estêvão", o meu prefeiro de Emmanuel!
Abraços fraternos, fiquem na paz de Jesus!
Obrigado Amiga, pelas palavras de carinho.
Na verdade, nos que agradecemos pelo conteúdo maravilhoso de seus blogs, que vem enriquecer ainda mais nosso cantinho, e propagar ainda mais nossa maravilhosa Doutrina.
Que bom que gostou...Seja bem vinda, e se quiser nos enviar algo de interessante, fique a vontade!
Paz e Luz...
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